quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Poesia é o mel das palavras - Manoel de Barros

Manoel de Barros 
Cuiabá, 19 de dezembro de 1916 - Campo Grande, 13 de Novembro de 2014


- Do não exisitr, você tem que imaginar.
- De dentro de mim, não saio nem pra pescar !
- Poesia é voar fora da asa !
- As coisas não querem ser vistas por pessoas razoáveis.
Manoel de Barros


Belo documentário - Só dez por cento é mentira

http://youtu.be/QZLC8wNVtfs

Direção e roteiro: Pedro Cezar em 2008. 
Trilha sonora original Marcos Kuzka Cunha. 
Direção de Fotografia: Stefan Hess



Falecimento do Poeta - Fonte Globonews on line 

http://g1.globo.com/globo-news/literatura/videos/t/globonews-literatura/v/literatura-veja-homenagem-ao-poeta-manoel-de-barros/3764205/ 


13/11/2014 10h16 - Atualizado em 14/11/2014 01h08

Poeta Manoel de Barros morre, aos 97 anos, em Campo Grande (MS)

Escritor estava internado há duas semanas na UTI de hospital.
Em 74 anos de carreira, ele recebeu diversos prêmios.

Morreu, aos 97 anos, o poeta Manoel de Barros. Ele estava internado há cerca de duas semanas na UTI de um hospital em Campo Grande (MS), depois de passar por uma cirurgia no intestino. Nesta quarta-feira (12), ele havia apresentado uma piora no quadro clínico. Em 74 anos de carreira, Manoel de Barros ganhou diversos prêmios, entre eles, dois jabutis.

A maior riqueza
do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto
sou abastado.
Palavras que me aceitam
como sou."

Manoel de Barros
Manoel de Barros falava com frequência do maior instrumento de trabalho: as palavras. A relação com elas nem sempre era das melhores, e ele chegou a dizer que não gostava delas. Ao contrário, apenas as usava para “compor os próprios silêncios”. Mas entre a paixão e o desprazer pelas letras, Manoel publicou cedo, aos 21 anos, ‘Poemas concebidos sem pecado’, seu primeiro livro, em 1937.
O poeta nasceu em Cuiabá em 1916 e passou parte da infância em Corumbá (MS). Por isso, ficou conhecido como o poeta pantaneiro, título que desprezava. Ele gostava mesmo das grandes cidades. No Rio de Janeiro, completou a academia e se formou em direito. Estudou em Nova York, viveu em Paris, foi a Itália e a Portugal.

Em 1970, recebeu o prêmio Orlando Dantas, em Brasília. Em 1980, seu livro ‘Arranjos para assobio’ é descoberto e reconhecido pela crítica e pelo público. Foi a partir dessa década que, espontaneamente, alguns intelectuais do Rio e de São Paulo passaram a divulgar sua obra. O livro ‘Gramática expositiva do chão’, uma reunião de quase todos os textos anteriores do poeta, o impulsionou no cenário nacional.

O escritor não versava apenas em poemas. Ele se aventurou também pela ficção e em livros infantis. No teatro, teve as obras ‘Deslimites da palavra’ e ‘Chão de Barros’ como destaque. Mesmo aos 94 anos, não parava de produzir. Gostava de dizer que poesia também era trabalho. Em 2012, ‘Escritos em verbal de ave’, seu último livro, venceu o prêmio da Academia Brasileira de Letras na categoria poesia.

Como poeta, era chegado a neologismos, a falar de sua infância e memórias da terra natal. Em um dos textos mais famosos, ‘Os deslimites da palavra’, Manoel de Barros escreveu:

“Ando muito completo de vazios.
Meu órgão de morrer me predomina.
Estou sem eternidades.
Não posso mais saber quando amanheço ontem.”

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