Pesquisar este blog

domingo, 19 de junho de 2022

A vida, ah a vida...Data 18/06/2022


sábado, 21 de março de 2020


Após um bom tempo sem escrever por aqui, decidi voltar a publicar meus textos.
@aninhaapolinario


Um bom momento para reflexão
Conversei sobre a pandemia coronavírus com o meu irmão, e esse papo me inspirou escrever esse texto.

A morte é a única certeza nessa caixinha de surpresa(kinder ovo) que é a vida, então até lá eu quero viver, mudar, amadurecer, cair, levantar, ter mais calma, aprender, ensinar, superar, chorar, amar cada vez mais, ouvir mais a minha intuição, administrar melhor o meu tempo, ter mais tempo pro lazer, viajar mais, ser mais presente na vida da minha afilhada Dessax, curtir cada vez mais o meu filho, ser amorosa e comprometida com quem escolhi para estar ao meu lado, continuar encontrando todos os sábados o meu irmão que amo tanto para beber uma taça de vinho, ele que foi, é e sempre será a minha melhor referência e o meu amigo de verdade, aquele que apoia, puxa a orelha, ajuda, torce e vibra junto comigo e com as minhas conquistas, quero continuar curtindo muito a minha família, os meus amigos, colegas, clientes, vizinhos, enfim as pessoas especiais que cruzam o meu caminho por algum motivo e fico feliz que algumas decidem permanecer nele. 

Quero ser Mulher Água...como disse Cora Coralina, poeta/poetisa genial, no poema homem água/homem
https://www.youtube.com/watch?v=WyP5qmk962I
 
Fico pensando com essa onda de coronavírus, a maioria das pessoas em casa, menos transporte públicos, comércio totalmente fechado, e que só as farmácias, hospitais e supermercados abrirão. 

Que foi preciso esse silêncio para que na sequência exista algum som que soe um pouco menos acelerado e que seja possível respeitar um pouco mais a nossa casa, nosso planeta.

Espero que consigam ter a certeza de que o dinheiro não é tudo nessa vida ! 

E que seja possível superarmos logo essa pandemia. 

E como divulgou o greenpeace: - Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, vocês vão entender que dinheiro não se come @greenpeace

Imagino o quão pequena a maioria das pessoas que vivem atrás do dinheiro devem estar se sentindo...não adianta ter somente dinheiro. Não poder sair de casa pra gastar, não poder comprar nada pela internet e não ter nenhum ser humano, nenhum profissional, pra entregar o pedido. Vamos parar e pensar na febre desenfreada do consumismo !

Estamos no mesmo barco. Essa pandemia veio pra ensinar muita gente, que precisamos um do outro, que não é possível fazermos nada sozinhos. Até para vir ao mundo e partir desse mundo precisamos do outro. 

É preciso parar, olhar e realmente enxergar o outro, dar um bom dia, boa tarde e uma boa noite. Dizer obrigada, se desculpar e ser mais gentil.

Precisamos ter mais amor, serenidade, empatia, afeto, solidariedade, humildade e reciprocidade. Precisamos elogiar mais, valorizar o outro e o serviço dele também, cada profissional é importante no serviço que faz.
 
Precisamos ouvir mais nossa criança interior ;)

Chega de ódio, de perseguição, de fofocas, parem de inventar histórias, de cuidar da vida do outro, enxergue o que a pessoa possue de melhor. Respeite o mundo de cada um. 

Ninguém é melhor que ninguém, talvez alguns consigam mais oportunidades e recursos que os outros, mas todos erram, acertam, sofrem, sentem, e como canta o Frejat todo mundo é parecido quando sente dor. @frejatoficial

Que seja possível uma conscientização, uma reflexão, mais amor no mundo, resiliência, ressignificação e um amadurecimento coletivo. 

Que seja possível observar e cuidar melhor do nosso planeta.

Me considero um ser humano carne e osso, e tenho certeza de que nunca agradaremos a tudo e a todos, então aproveite essa pausa para se ouvir, se respeitar, rir, descansar, ouvir a sua alma, ligar para alguém que sente saudade, curtir a sua casa, seu pet ou escolher uma parte do dia para não fazer nada, por que não ?

Aproveite esse tempo só seu para fazer novas escolhas, pra se inspirar em novos caminhos, pra fazer um balanço do que realmente é importante na sua vida e de quem é realmente importante na sua vida, aquela pessoa que realmente se importa com você, não com o seu sobrenome, cargo ou sua conta bancária.

Invista mais em você, tenha mais qualidade de vida, curta os pequenos prazeres da vida, inclua + programas com amigos, natureza, lazer, músicas, arte urbana, poemas, poesias, artes, biografias, autobiografias, filmes e documentários em sua Invista mais no belo ! 

Não viva de aparências. Siga o seu coração.
 
Seja a sua melhor companhia !


Por favor fiquem em casa, a natureza, os animais, o próximo e o planeta agradecem. Só com essa pausa, já foi possível purificar um pouco o ar, evitar cortes das árvores, enfim finalmente um ciclo positivo.

Que ironia do destino, antes dessa pandemia éramos livres, mas todos ficavam conectados no mundo virtual e agora estamos presos em nossas próprias casas, lidando com nossa vida real, aos poucos detestando a vida virtual e desejando nossa liberdade de volta. Ana Apolinário - instagram: @aninhaapolinario - Facebook: aninhaapolinario
 

#aninhaapolinario
#pordosol #sunset #maravilhoso #amazing #nuvem #nuvens #cloud #clouds #aninhaapolinario_pordosol #aninhaapolinario_sunset #covid19
#pare #stop #reflexao #reflexão #pausa #pause #covid_19 #coronavirusbrazil #coronavirus #todosjuntos #tempo #time

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Por Guimarães Rosa

“O correr da vida embrulha tudo,
a vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem.

O que Deus quer é ver a gente
aprendendo a ser capaz
de ficar alegre a mais,
no meio da alegria,
e inda mais alegre
ainda no meio da tristeza!

A vida inventa!
A gente principia as coisas,
no não saber por que,
e desde aí perde o poder de continuação
porque a vida é mutirão de todos,
por todos remexida e temperada.

O mais importante e bonito, do mundo, é isto:
que as pessoas não estão sempre iguais,
ainda não foram terminadas,
mas que elas vão sempre mudando.

Afinam ou desafinam. Verdade maior.
Viver é muito perigoso; e não é não.
Nem sei explicar estas coisas.
Um sentir é o do sentente, mas outro é do sentidor.”

Fonte Revista Pazes
https://www.revistapazes.com/rosa-vida-coragem/

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Pipoca por Rubem Alves

pipoca
Rubem Alves

A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas.

Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-me a algo que poderia ter o nome de "culinária literária". Já escrevi sobre as mais variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nobis, picadinho de carne com tomate feijão e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos.

Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-filosófico a uma meditação sobre o filme A Festa de Babette que é uma celebração da comida como ritual de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como chef. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo — porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento.

As comidas, para mim, são entidades oníricas.

Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu.

pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha mente aconteceu. Minhas idéias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível.

pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela. Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem.

Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida...). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir juntas.

Lembrei-me, então, de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do Candomblé baiano: que a pipoca é a comida sagrada do Candomblé...

pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido.

Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos.

Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado.

Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!

E o que é que isso tem a ver com o Candomblé? É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos.Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.

Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro.

"Morre e transforma-te!" — dizia Goethe.

Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.

Meu amigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia, as explicações científicas não valem.

Por exemplo: em Minas "piruá" é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: "Fiquei piruá!" Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior.

Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.

Ignoram o dito de Jesus: "Quem preservar a sua vida perdê-la-á".A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira...

"Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu". 


O texto acima foi extraído do jornal "Correio Popular", de Campinas (SP), onde o escritor mantém coluna bissemanal.

Rubem Alves: tudo sobre sua vida e sua obra em "Biografias".

domingo, 8 de abril de 2018

04 contas no Instagram

Conta @o_lixo_e_nosso_SOSO Lixo não é seu, o lixo é nosso_SOS 
https://www.instagram.com/o_lixo_e_nosso_SOS/
Preocupada com a produção de lixo no mundo, principalmente descartados nas praias pois machucam e matam animais marinhos

Conta pessoal: @aninhaapolinario
https://www.instagram.com/aninhaapolinario/
Contato humano, ♻️, natureza, 🎨, crianças,🌎arte urbana, ❤️, animais, 🌙e música. 

Ilustres invisíveis @ilustresinvisiveis
https://www.instagram.com/ilustres_invisiveis/ 

Registros fotográficos que pretendem fazer com que os moradores de rua sejam notados e suas histórias emerjam como experiências relevantes que possam ser compartilhadas resgatando a identidade e promovendo a dignidade destes nossos semelhantes. 

Aninha Apolinário Musical - @aninhaapolinariomusical - Granada Musik
https://www.instagram.com/aninhaapolinariomusical/ 
Criação/Produção institucionais, animatic, narramatic, games, ura, internet, ooh, etc. casting/orçamentos aninha.apolinario@granadamusik.com.br  
vimeo.com/user76093080





quarta-feira, 7 de março de 2018

Link Artsy Artist JR



https://www.artsy.net/artist/jr


http://contatohumano.blogspot.com/2011/04/

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

JR Artist by Rebecca Tribble


I am reaching out to certain website and blog owners that publish content in line with our mission to make all the world’s art accessible to anyone. We hope to continue promoting arts education and accessibility with your help.

Our JR page provides visitors with JR's bio, over 70 of his works, exclusive articles, and up-to-date JR exhibition listings. The page also includes related artists and categories, allowing viewers to discover art beyond our JR page.

Best,
Rebecca Tribble

"What we see changes who we are."
-JR

http://www.artsy.net 

Piper - This movie, Piper, has won an oscar for the best animated short film, fonte AB News & Amp viral videos




Mensagem de 2011 por Miriam Goldenberg via uol, que continua válida pra refletirmos e colocarmos em prática em 2018 ;)



OUTRAS IDEIAS

MIRIAN GOLDENBERG miriangoldenberg@uol.com.br

Feliz Ano-Novo


Inspirada em Leila Diniz, repetirei silenciosamente um mantra nas situações difíceis de 2011



MINHAS RESOLUÇÕES para 
o Ano-Novo: 
Em primeiro lugar, rir muito mais. E também: 
Cantar mais; 
Dançar mais; 
Dizer mais não; 
Curtir amigos e amigas; 
Namorar mais; 
Não levar a vida tão a sério 
e não ficar obcecada com pequenos problemas; 
Não me importar tanto 
com a autoimagem; 
Não me preocupar com a 
opinião dos outros; 
Não tentar agradar a todo 
mundo; 
Ser mais leve; 
Estar com pessoas divertidas e relaxadas; 
Ver mais comédias e 
shows divertidos; 
Fugir de pessoas pesadas 
e invejosas; 
Ignorar os maledicentes; 
Buscar prazer no dia a dia; 
Ser menos crítica com os 
outros e comigo mesma; 
Transformar tragédia em 
comédia; 
Não me cobrar tanto; 
Não me comparar com os 
outros; 
Gostar mais de mim; 
Ser minha melhor amiga; 
Ser simples; 
Conviver mais com crianças e brincar mais; 
Viver cada dia como se fosse o último; 
Ter conversas descontraídas e engraçadas; 
Receber muita massagem; 
Chorar no momento que tiver que chorar; 
Ouvir e falar besteiras; 
Deixar que riam de mim e 
rir com eles; 
Perder a vergonha de mim 
mesma; 
Ter menos culpa; 
Ser cada vez mais espontânea e verdadeira; 
Ser "meio Leila Diniz". 
Afinal, Leila dizia: "Sou 
uma pessoa livre e em paz 
com o mundo. Conquistei a 
minha liberdade a duras penas, rompendo com as convenções que tolhiam os meus 
passos. Por isso, fui muitas 
vezes censurada, mas nunca 
vacilei, sempre fui em frente. 
Tudo que fiz me garantiu a 
paz e a tranquilidade que tenho hoje. Sou Leila Diniz, 
qual é o problema?"
Inspirada em Leila Diniz, 
pretendo, em 2011, repetir um 
mantra em diferentes situações que me fizerem sentir insegurança, inadequação, 
medo, frustração. 
Um mantra que irá me proteger de vaidades, invejas, 
violências físicas e verbais, 
politicagens, fofocas, desrespeito, falta de gentileza e de 
reconhecimento e competição exacerbada tão presentes no Brasil hoje. 
Imitando Leila Diniz, repetirei o mantra, silenciosamente, nos momentos difíceis 
de 2011: "Sou Mirian Goldenberg, qual é o problema?" 
E você, leitor, quais são 
suas resoluções para 2011? 


MIRIAN GOLDENBERG, antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é autora de "Por Que Homens e Mulheres Traem?"(Ed. BestBolso)

sábado, 6 de janeiro de 2018

Amor por Clarice Lispector

O caminho que eu escolhi é o do amor. Não importam as dores, as angústias, nem as decepções que eu vou ter que encarar. Escolhi ser verdadeira. No meu caminho, o abraço é apertado, o aperto de mão é sincero, por isso não estranhe a minha maneira de sorrir, de te desejar o bem. É só assim que eu enxergo a vida, e é só assim que eu acredito que valha a pena viver. Clarice Lispector

sábado, 19 de agosto de 2017

Fernando Pessoa

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos meus lugares. É o tempo da travessia e, senão ousarmos fazê-lo teremos ficado pra sempre à margem de nós mesmos.

Grande Fernando Pessoa <3 br="">

sábado, 12 de agosto de 2017

Eu preciso, original em 30/01/1989

Num aconchegante café, eu me fiz essa simples pergunta: - O que eu preciso ?/

Meu poema: Eu preciso, com *duas sugestões de um ser humano especial, de outro planeta, a N.V.


Eu preciso respeitar os sinais enviados pelo universo
Eu preciso curtir mais os pequenos prazeres da vida
*Eu preciso ter mais coragem 
Eu preciso de música
Eu preciso de sol
Eu preciso de vida
Eu preciso de cores
Eu preciso de carinho
Eu preciso de você
Eu preciso aprender mais com o meu filho
Eu preciso sonhar mais

Eu preciso de mais amor
Eu preciso de mais encontros verdadeiros
Eu preciso de acolhimento
Eu preciso de respeito
Eu preciso errar mais
Eu preciso de menos opiniões alheias
Eu preciso segurar melhor as rédeas da minha vida
Eu preciso ouvir muito e falar pouco
Eu preciso de uma viagem interior
Eu preciso ouvir atentamente o silêncio
E finalmente eu preciso sorrir e * sorrir ainda mais...

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Cordas

Por um mundo repleto de Marias

Mais uma homenagem a Maria Villar Galaz, uma amiga e uma sobrinha muito especial  <3 br="">


<3 br="" nbsp="">



Esse vídeo é genial !
 
https://www.youtube.com/watch?v=QUhmfeR9OZc

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Onde colocar o sal

ONDE COLOCAR O SAL
“O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
Ruim - disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago.
Então o velho disse: - Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou: - Qual é o gosto?
- Bom! Disse o rapaz.
- Você sente o gosto do sal? Perguntou o Mestre.
- Não… - disse o jovem.
O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos.
Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta.
É dar mais valor ao que você tem, do que ao que você perdeu.
Em outras palavras: É deixar de Ser copo para tornar-se um Lago. 
Somos o que fazemos, mas somos principalmente, o que fazemos para mudar o que somos… ”
Fonte Eneida Fausto via Facebook

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A história de Jonathan Pitre, a luta contra uma doença rara de pele - EB ( epidermólise bolhosa )

Todos os dias são batalhas e todos os dias são batalhas vencidas. Esse sou eu, é assim que eu tenho que ser, então acho que estou lidando bem com isso.



http://www.hypeness.com.br/2015/08/o-que-podemos-aprender-com-o-menino-de-14-anos-que-sabe-que-ja-viveu-mais-de-metade-da-sua-vida/

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Corto Dreamworks - First Flight

https://www.youtube.com/watch?v=VdecGgSF5BE

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Cássio Zanatta - Joaninha no Hospital - The São Paulo Times


Joaninha no hospital

Internado no hospital para uma pulsoterapia. O nome dá aquela assustada mas a coisa é tranquila: três horas de cortisona na veia. Tudo a fazer é esticar o braço, o pessoal da enfermagem punciona a veia e daí é ficar deitado e deixar a medicação pingar devagar. E devagar é comigo mesmo.
Nada para fazer tem seu valor. A parte chata: assim que a gente cochila, vem alguém e acorda para algum procedimento. E a ausência de janela. A parte boa: todo o tempo do mundo para ler Manoel de Barros. Poucas coisas no mundo são tão contraditórias quanto sala de hospital e página de Manoel (olha a intimidade). Um pede silêncio, o outro grita; um tenta conter a gente, o outro, desconter de vez.
Entre uma tomada de pressão e outra de glicemia, leio um poema para a enfermeira, moça séria de competência e comportamento. Ela ouve muito da atenta e põe a mão no queixo, deixando escapar um “mas, olha, que coisa…”
Recebida a poesia, ela se transforma, acende, sai pelo corredor matraqueando e rindo de boba. Recita para outra enfermeira um verso que fala de joaninha. Diz à colega que adora quando uma delas aparece – e eu fico pensando que joaninha só entra em hospital pela poesia. Eis Manoel de Barros, ignorando crachás, pulando as catracas e driblando os seguranças.
Há cinco pessoas internadas na minha sala. Duas senhorinhas meio caladas, um senhor que não tira o olho da TV, eu e Manoel de Barros. O poeta é quem mais fala, fala pelos cotovelos, canta a enfermeira, batuca na maca, fala de joaninha e de pisar no barro. Se joaninha está proibida em hospital, barro, então, é motivo de sirene e camisa de força.
Uma das senhoras assobia um antigo bolero. A outra olha feio para ela, como se o olhar dissesse: endoidou, assobiar em hospital?
A outra olha de volta como se respondesse: justo por isso, assobiar me faz sair voando pela janela que não existe, de volta ao baile de Reveillon em 1956, onde dancei bolero com Ademir pela primeira vez. É possível que tenha sido efeito de joaninha de que falava Manoel, as coisas são muito impressionantes nesse mundo.
O pinga-pinga está acabando. Só mais um tempo para reparar na cor da parede. Sou do tempo em que hospital era todo branco. Agora, é de um verde meio desanimado, envergonhado, como se aquele não fosse lugar de cor estar. Se joaninha fosse toda branca com patas brancas e bolinhas brancas, deixariam a bichinha entrar?
Vou largar esse livro na cozinha do hospital, como quem esqueceu. Não se ofenda, Manoel, não é pouco caso, é semeadura.
Para ver se o cozinheiro se rende, tem compaixão dos internos e lasca sal nesse peixe, salpica umas alcaparras, quem sabe até molho de camarão e uma pimentinha para dar graça.
Talvez o paciente não resista aos excessos e morra – é possível, tudo nessa vida é possível. Mas Manoel de Barros está aí para provar que a morte não pode tudo, nem em hospital. Contra poesia, joaninha, pimenta e o iluminar da enfermeira que continua a rir na sala ao lado, a morte pode nadica de nada. E não respira nem com a ajuda de aparelhos.
__________________________________________________________________________________________________________
Cássio Zanatta é natural de São José do Rio Pardo, o que explica muita coisa. Escreve crônicas há um bom tempo – convenhamos, já estava na hora de aprender. © 2014.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Mensagem muito bacana que vi no Domingão com o Fê ;)
Susana Schnardof

http://sportv.globo.com/site/blogs/especial-blog/blog-do-coach/post/mensagem-para-susana-schnardorf.html#programa-esporte-espetacular

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Poesia é o mel das palavras - Manoel de Barros

Manoel de Barros 
Cuiabá, 19 de dezembro de 1916 - Campo Grande, 13 de Novembro de 2014


- Do não exisitr, você tem que imaginar.
- De dentro de mim, não saio nem pra pescar !
- Poesia é voar fora da asa !
- As coisas não querem ser vistas por pessoas razoáveis.
Manoel de Barros


Belo documentário - Só dez por cento é mentira

http://youtu.be/QZLC8wNVtfs

Direção e roteiro: Pedro Cezar em 2008. 
Trilha sonora original Marcos Kuzka Cunha. 
Direção de Fotografia: Stefan Hess



Falecimento do Poeta - Fonte Globonews on line 

http://g1.globo.com/globo-news/literatura/videos/t/globonews-literatura/v/literatura-veja-homenagem-ao-poeta-manoel-de-barros/3764205/ 


13/11/2014 10h16 - Atualizado em 14/11/2014 01h08

Poeta Manoel de Barros morre, aos 97 anos, em Campo Grande (MS)

Escritor estava internado há duas semanas na UTI de hospital.
Em 74 anos de carreira, ele recebeu diversos prêmios.

Morreu, aos 97 anos, o poeta Manoel de Barros. Ele estava internado há cerca de duas semanas na UTI de um hospital em Campo Grande (MS), depois de passar por uma cirurgia no intestino. Nesta quarta-feira (12), ele havia apresentado uma piora no quadro clínico. Em 74 anos de carreira, Manoel de Barros ganhou diversos prêmios, entre eles, dois jabutis.

A maior riqueza
do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto
sou abastado.
Palavras que me aceitam
como sou."

Manoel de Barros
Manoel de Barros falava com frequência do maior instrumento de trabalho: as palavras. A relação com elas nem sempre era das melhores, e ele chegou a dizer que não gostava delas. Ao contrário, apenas as usava para “compor os próprios silêncios”. Mas entre a paixão e o desprazer pelas letras, Manoel publicou cedo, aos 21 anos, ‘Poemas concebidos sem pecado’, seu primeiro livro, em 1937.
O poeta nasceu em Cuiabá em 1916 e passou parte da infância em Corumbá (MS). Por isso, ficou conhecido como o poeta pantaneiro, título que desprezava. Ele gostava mesmo das grandes cidades. No Rio de Janeiro, completou a academia e se formou em direito. Estudou em Nova York, viveu em Paris, foi a Itália e a Portugal.

Em 1970, recebeu o prêmio Orlando Dantas, em Brasília. Em 1980, seu livro ‘Arranjos para assobio’ é descoberto e reconhecido pela crítica e pelo público. Foi a partir dessa década que, espontaneamente, alguns intelectuais do Rio e de São Paulo passaram a divulgar sua obra. O livro ‘Gramática expositiva do chão’, uma reunião de quase todos os textos anteriores do poeta, o impulsionou no cenário nacional.

O escritor não versava apenas em poemas. Ele se aventurou também pela ficção e em livros infantis. No teatro, teve as obras ‘Deslimites da palavra’ e ‘Chão de Barros’ como destaque. Mesmo aos 94 anos, não parava de produzir. Gostava de dizer que poesia também era trabalho. Em 2012, ‘Escritos em verbal de ave’, seu último livro, venceu o prêmio da Academia Brasileira de Letras na categoria poesia.

Como poeta, era chegado a neologismos, a falar de sua infância e memórias da terra natal. Em um dos textos mais famosos, ‘Os deslimites da palavra’, Manoel de Barros escreveu:

“Ando muito completo de vazios.
Meu órgão de morrer me predomina.
Estou sem eternidades.
Não posso mais saber quando amanheço ontem.”